segunda-feira, 20 de março de 2017

Aniversário de 2 anos do Lucas

Quando o Lucas completou 1 ano, eu fiz um post no blog contando como foi a festinha dele numparque. O aniversário de 2 anos foi há mais de 4 meses atrás, mas acabei esquecendo de postar.

Se por um lado eu adoro festa no parque, pros 2 anos do Lucas eu precisava de um local cercado porque ele já estava a toda correndo rebelde por aí e não ia rolar ficar perseguindo ele durante a festinha. A solução foi alugar um Hall, que nada mais são do que salão de festas públicos que vc pode alugar por algumas horas para festas/eventos. Meu objetivo era um salão que tivesse parquinho ou ao menos um gramado na parte externa, pras crianças terem mais espaço pra correr. Na região onde eu moro tem 2 ótimas opções que eu já conhecia por ter ido a festa lá: o Carrs Park Hall e o PJ Ferry Hall. O PJ tem um parquinho exclusivo na parte externa, mas essa área externa eu achei que seria muito grande pras crianças de 2 anos, eu teria que supervisionar o Lucas o tempo todo. Já o Carrs Park tem apenas um gramado externo, amplo e sem brinquedos mas bem mais compacto onde o Lucas poderia ficar solto. Entrei em contato com a Prefeitura e o aluguel custava $25 a hora, incluindo a cozinha dentro do salão com geladeira e fogão. Melhor impossível!
Ah, antes que eu esqueça de mencionar: pro aniversário de 2 anos resolvemos fazer uma festa conjunta com uma grande amiga aqui que tem uma filha apenas 1 mês mais velha que o Lucas, e os dois convivem desde que nasceram, hoje em dia se reconhecem, se beijam e abraçam, uma lindeza de se ver! Por conta disso fizemos a festa no meio de novembro, no meio do caminho entre o aniversário dos dois.

O tema escolhido foi fazendinha, porque ambos estavam numa fase de curtir animais, imitar o som deles, e tal. Comprei muito item de decoração quando estive no Brasil meses antes, e contratamos também uma brasileira maravilhosa (a Luciana, do Petit Stuff) que fez a decoração da mesa do bolo e o bolo em si (delicioso, por sinal). Esse ano eu já não tinha tanta preocupação com comida (salgada) porque o Lucas já estava maior e comendo de tudo que comemos, e como minha amiga tinha acabado de ter o segundo bebe e eu estava sem a ajuda preciosa da sogra aqui, estávamos super enroladas e sem tempo de cozinhar tudo, por isso acabamos encomendando salgadinhos mesmo (coxinha, esfiha, empadinhas), além de uma torta de frango, e fizemos também cachorro quente (mais pros adultos) e biscoitinhos salgados com pastinha e queijo com orégano. Nossa maior preocupação eram com os doces, porque tanto o Lucas quando a outra aniversariante não comem muito doce, aliás o Lucas não come quase nada até hoje, só em ocasiões muito especiais e mesmo assim se ele pedir, eu mesma não ofereço chocolates, bolos e afins, assim como também estamos reduzindo ao máximos os industrializados lá em casa. Enfim, os doces fizemos nós mesmas e em substituição do brigadeiro minha amiga fez copinhos de organic ball (a base de cacau, coco e tâmaras – receita aqui).
Eu particularmente não gosto por conta do meu paladar viciado de chocólatra, mas as crianças amaram! Eu fiz os famosos bolinhos de cenoura que sempre fizeram sucesso lá em casa e as crianças também amaram (leva açúcar, mas muito pouco e fica delicioso! Esse até eu como com prazer, mesmo sem cobertura de brigadeiro. haha).  O Lucas comeu pelo menos 5 copinhos de "brigadeiro" e 7 cupcakes! Juro, não sei como ele não teve uma diarreia braba depois. haha  Fizemos também uma mesa de frutas mais baixinha pras crianças pegarem o que quisessem (com banana, uva, kiwi e morango). Fizemos uma mesa de self service de suco de laranja e água, e esse ano compramos refrigerante pros adultos, que ficaram na geladeira do salão (mas muita gente nem lembrou de tomar e ficou na água mesmo, sobrou refrigerante a beça). Ah, e fiz também sacolé de manga (só manga e água naqueles saquinhos compridinhos, que se leva ao congelador e come rasgando a pontinha do saco). Juro que eu não imaginei que os sacolés (ou chup chup, ou geladinho, ou sei lá como se chama em outras partes do Brasil. rs) fossem fazer tanto sucesso! As crianças quando viram o cooler de gelo com os sacolés dentro ficaram doidas, avançaram tão rápido que eu nem tive tempo de pegar um pro Lucas, que certamente nem se importou porque estava atracado com os “brigadeiros” e cupcakes de cenoura. rs
Como a maioria dos locais aqui na Austrália, não é permitido consumir bebida alcoólica nesses salões, a não ser que se solicite uma licença especial que não solicitamos porque, afinal, é uma festa de criança! (eu nunca concordei com isso de ter bebida alcoólica em festa infantil. Quem quer beber que aguente por 4 horinhas e vai beber depois em um local mais apropriado, ora bolas.)
Para entreter as crianças, eu aluguei brinquedos na brinquedoteca: escorrega, túnel, gangorra, carrinhos de montar e uma montanha-russa para crianças pequenas que foi um sucesso absoluto! Minha amiga fez também uma mesa de massinha para craft e eu levei um tapete de piquenique para as crianças menores e alguns livros para compor uma área de leitura/descanso (o Lucas sempre amou livros e é uma das poucas coisas que o mantinham entretido nessa época), além de bolas variadas pras crianças chutarem e arremessarem. Claro que as crianças descobriram também outras formas de brincar e uma parede de rochas da área externa do parque virou muro de escalada e escorrega rústico.
Como todas as festas aqui, durou 4 horas, o suficiente pras crianças brincarem muito, os adultos colocarem o papo em dia, e todo mundo encher a barriguinha. No fim demos de lembrancinha uma sacolinha com animalzinho em miniatura, adesivos, bolha de sabão e uva passa (tenho horror a lembrancinha de festa infantil cheia de porcaria doce, por sinal, quando o Lucas ganha uma eu nem abro, jogo tudo fora até porque nem eu como essas porcarias).

Seguem algumas fotos da festinha:
A mesa do bolo


Close no bolo lindo que a Luciana fez

A mesa de doces com os "brigadeiros", os cupcakes, e a mesa de frutas do lado. Imprimi varias fotos dos aniversariantes juntos desde que nasceram ate o dia da festinha, e compus os quadros e a rede de fotos na parede. Ficou lindissimo! (modestia a parte. rs)
 
 
A outra mesa com os salgados
 

A mesa de crafting com massinha e os 2 aniversariantes entretidos. :)
 

Um dos (muitos) fatidicos "brigadeiros" que o Lucas se esbaldou


A parede de pedra da area externa que obvio que virou muro de escalada do Lucas
 

As maozinhas que nao paravam de ir roubar cupcake da mesa! rs
 

As velas eram animaizinhos, um porquinho e uma vaquinha, que eu comprei no Brasil.
Muito fofo, ne?
 
 
O gramado externo com os brinquedos e la no fundo o tapete com os livros

Outro angulo do gramado e mais brinquedos

segunda-feira, 13 de março de 2017

Australia Day


Desculpem o sumiço, é que esse ultimo mes foi bem enrolado. Primeiro mudamos de apartamento pra uma casa (ainda no Shire), depois minha irmã e sobrinho vieram nos visitar (a primeira vez de muitas, espero!), e nesse meio tempo as coisas no trabalho estão bombando com direito a alguns dias com horas extras inimagináveis, saindo do escritório a meia-noite. E pelo menos até final de abril ainda vai estar corrido porque receberemos mais visitas (a irmã e a mãe do Thiago) e o trabalho seguirá bombando, fora que estou numa corrida pra aproveitar o finzinho do verão antes que o longo e tenebroso inverno chegue. Não que eu esteja reclamando, na verdade adoro estar bem ocupada e cheia de programações, mas tem faltado tempo pro blog.

Enfim, esse post na verdade é sobre um evento que fomos em janeiro, no Australia Day. Pra quem não sabe, dia 26 de Janeiro é feriado na Australia, dia que marca a chegada da primeira frota de barcos ingleses em Port Jackson, New South Wales, em 1788. Atualmente, as celebrações do Australia Day refletem a diversidade cultural no país e tradicionalmente são marcadas muitas cerimonias de cidadania nesse dia, dando boas vindas a novos membros a comunidade australiana.
 
Esse feriado também traz uma disputa: os aborígenes reconhecem essa data como o dia em que sua terra foi invadida pelos ingleses, e protestam que essa data seja celebrada como um feriado nacional.

Apesar disso, as comemorações do Australia Day persistem e crescem todo ano. Ocorrem vários shows ao ar livre, churrascos comunitários, competições de esportes, festivais e fogos de artifício. Na baía de Sydney acontece uma tradicional corrida de barcos. Pra quem quiser maiores infos, tem esse site e esse bem completos.

Eu e Thiago apesar de morarmos aqui há 5 anos, nunca tínhamos participado de alguma comemoração pelo Australia Day, não sei bem porque, acho que sempre tínhamos outros planos nessa data ou então eu fugia mesmo da muvuca que fica em todo lugar. rs  Mas esse ano uns amigos nos chamaram pra um piquenique em Kirribili (na parte norte de Sydney, com uma maravilhosa vista da baía) e resolvemos encarar com o Lucas. E o resultado foi: como diabos eu não fui pra lá antes?? Foi sensacional, estava cheio mas não irritantemente cheio, tinham muitas barracas de comida, tava um clima agradável (quente mas nublado), a vista era linda, tinha um palco montado com umas bandas incríveis, um imenso pula-pula pras crianças além de uma área cercada com atividades circenses, o tradicional caminhão de bombeiro pras crianças entrarem e explorarem (o Lucas ama de paixão e é um sufoco tirar ele lá de dentro depois. rs), enfim, foi um dia agradabilíssimo na companhia de amigos queridos. Com certeza ano que vem iremos repetir o programa! E de preferência em Kirribili, porque na City eu imagino que fique bem mais tumultuado. Esse ano na City teve um show do The Wiggles, que é uma banda infantil super popular aqui mas eu nunca fui e nem pretendo ir em show deles porque 1) eu odeio eles! Acho mega irritante um bando de adulto vestido e se portando de forma infantilizada; 2) o Lucas sequer conhece porque eu nunca coloquei pra ele ver devido ao item 1 anterior. haha

Seguem algumas fotos do nosso passeio (fotos em preto e branco são cortesia do Thiago que quando leva a máquina profissional dele só tira foto em preto e branco. Me irrita! haha):
 





(churrasco de picanha delicioso, de uma barraquinha de comida brasileira que tinha por la)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Bairros de Sydney (parte IV)

Hoje é a última série sobre os bairros de Sydney, finalizando a sessão de posts sobre bairros (link para a parte I, parte II e parte III), e dia da região sul, onde moramos.

Desculpem por esses posts estarem tão espaçados e eu não ter conseguido escrever com mais frequência, é que as coisas tem estado movimentadas aqui no trabalho e além disso essa semana mudamos de apartamento para uma casa! Vamos ficar na mesma região, só mudaremos de bairro pra concretizar um sonho antigo de morar numa casa com um quintalzinho pro Lucas ter mais espaço. Infelizmente os preços astronómicos de Sydney não nos permitem comprar uma casa pra chamar de nossa, então vamos continuar no aluguel (pelo andar da carruagem pro resto da vida, porque quanto mais $$ ganhamos mais gastamos em viagens. haha).

A parte sul engloba as regiões de St George e Southern Sydney.

St George é a mais perto da City, começa em Wolli Creek (bem pertinho da City) e vai até antes das pontes que cruzam o George River em direcção ao Sutherland Shire. Marquei no mapa abaixo (de forma bem tosca) a divisória entre St George e Shire.


St George engloba os councils de Georges River e Bayside.

O council de Bayside cobre os bairros de Bexley, Botany, Brighton Le Sands, Eastgardens, Mascot (onde fica o aeroporto), Ramsgate Beach, Wolli Creek, dente outros. É uma área relativamente próxima da City e por isso a opção de muitos que acabaram de chegar ou são estudantes. Antes de nos mudarmos pro Shire nós cogitamos procurar apto em Brighton Le Sands porque é de frente pra praia (com vários ótimos restaurantes a beira mar) e com uma via expressa para City (a M1), mas me preocupou o fato de ser um bairro majoritariamente muçulmano onde se tem muitos relatos de abordagens ofensivas a mulheres. Uma das coisas que me alegra aqui na Australia é o machismo bem mais reduzido, é a liberdade das mulheres de poderem andar nas ruas a noite sem se preocuparem com cantadas/abordagens/assedio (claro que assedio e estupro existem, mas a sensação de segurança em geral das mulheres aqui é infinitamente maior). Então tudo que eu não queria era morar em um bairro onde fosse me sentir insegura de andar sozinha na rua. Aliás me irrita essas pessoas que vem pra cá e trazem os mal costumes de seus países de origem. Óbvio que não é prerrogativa de muçulmanos, indianos, chineses, brasileiros, ou a nacionalidade que seja, e nem é a maioria dos imigrantes desses países que teimam em trazer seus maus hábitos, mas uma minoria que infelizmente acaba estereotipando todo um país.

Já o council de George River engloba os bairros de Hurstville, Kogarah, Mortdale, Oatley, Peakhurst, Penshurst, dentre outros. É uma área de excelente comércio (Hurstville e Kogarah principalmente), com uma grande comunidade de imigrantes (majoritariamente chineses e árabes) e de fácil acesso de trem. Não seria a minha opcao de moradia porque tem muitos aptos/casas antigos e o preço nem é tão em conta (se comparado com o Shire) pela proximidade da City.
 
Por fim, o Sutherland Shire onde escolhemos pra chamar de casa. Engloba os bairros de Caringbah, Como, Cronulla, Engadine, Gymea, Sutherland, Miranda, Sylvania, dentre outros. Desde a primeira vez que viemos a Sydney, ainda a passeio, nos apaixonamos por essa área. O estilo de vida era tudo o que tínhamos sonhado: muito verde, praia, o National Park, um comércio bom e bem acessível de trem (não pra todos os bairros, mas pra uns 7-8 mais centrais). As pessoas normalmente torcem o nariz dizendo ser longe da City, mas eu ouso discordar. São 26km da City, na hora de rush com trem expresso dá em torno de 35-40min de trem o trajeto Sutherland-City. Me lembro que quando decidimos nos mudar pra cá e comentei com o pessoal do trabalho, um cara de IT perguntou brincando se precisava de passaporte pra entrar no Shire (pela distancia). O engraçado é que esse mesmo cara morava em North Bondi e certamente demorava o mesmo tempo que eu pra chegar ao trabalho por causa do transito que ele pegava (já que ele não tem a opção de trem). Enfim, como eu já disse várias vezes nessa sequencia de posts, gosto é uma coisa muito pessoal e cada um vai enaltecer o bairro que escolheu pra chamar de casa.

Agora, numa coisa o Shire é imbatível a meu ver: preço de aluguel aliado ao que se recebe em troca. Eu não conheço nenhum outro lugar de Sydney em que se pode viver perto da praia, de inúmeros parques (incluindo o imenso National Park), com acesso a trem e prédios/casas novos em folha pagando menos de $600 por semana numa casa de 2 quartos, ou até $450 por semana num apto de 2 quartos bem espaçoso.

Eu sempre ouvi dizer que o Shire era pejorativamente conhecido como “white Australia”, significando que os imigrantes não eram bem vindos. Eu sinceramente acho isso uma bobagem. Sempre fui super bem tratada aqui, fiz amigos australianos, as pessoas são simpáticas nas ruas (inclusive hoje mesmo eu estava trocando Instagram com uma senhora que pega sempre o trem comigo e o Lucas de manha e de tanto conversarmos fizemos amizade e agora que estou me mudando pra outro bairro e não vou mais encontrá-la todo dia de manha, trocamos Instagram pra não perder contato). Claro que se vc andar em alguns bairros vc vai ver uma prevalência de loiros de olhos claros (devido a grande prevalência de australianos/britânicos), mas isso não é regra em todos os bairros do Shire e nem é um problema a meu ver. Aliás, com essa questão de sofrer preconceito eu já disse algumas vezes aqui no blog o que penso, que nunca sofri e acho que em grande parte isso tem a ver com a forma que vc encara as coisas. Se vc fala a língua (ou pelo menos se esforça), se adequa aos hábitos e costumes locais, e trata as pessoas com cordialidade, não é nada comum que te tratem de forma diferente. Engraçado como muitas pessoas que eu escutei reclamando de sofrer preconceito são aquelas que moram aqui há anos e não tem o mínimo interesse em aprender/aprimorar o inglês, desrespeitam o próximo, não tem senso de comunidade, trazem de seus países de origem hábitos reprováveis na cultura australiana, etc.

Outra coisa curiosa é que quando mudei pro Shire achei que não encontraria muitos brasileiros por aqui, mas estava redondamente enganada. Faço parte (e administro atualmente) de um grupo de mães (e mães em potencial) brasileiras no Shire que atualmente conta com 160 membros, e esse número está longe de ser o total de brasileiros nessa região. Não se escuta tão frequente o português nas ruas como se escutaria em Bondi ou Manly, mas tem sim muitos brasileiros por aqui (principalmente famílias com filho pequeno).

Terminando com a rasgação de ceda pro Shire, haha, queria dizer que numa pesquisa de lealdade (bairros que tem amenor taxa de evasão de moradores) o Shire ganhou disparado, sendo conhecido como a área em que uma vez que as pessoas se mudam pra cá, não trocam por nada. E é uma mini Sydney também, onde as pessoas fazem de tudo por aqui sem precisar recorrer a outras partes da cidade (eu e Thiago mesmo raramente saímos do Shire nos fins de semana, só saímos pra trabalhar mesmo).

 
Pra quem quer se aprofundar mais nos subúrbios e áreas de Sydney, recomendo o Wikipedia, o site do Domain pra pesquisar preço de aluguel/compra de imóvel e também esse ranking do Domain com os 555 subúrbios com melhor qualidade devida.

Ufa, finalmente terminei a série de posts sobre os bairros. Espero que tenham gostado! Quem tiver dúvidas por escrever nos comentários. J

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Bairros de Sydney (parte III)

Continuando a sessão de posts sobre bairros (link para a parte I e parte II), hoje vou falar da área norte de Sydney.

Antes de começar, como de costume, vou fazer uma introdução nada a ver (rs) e compartilhar uma explicação (bem) estereotipada das regiões de Sydney que achei na internet quando estava fazendo minhas pesquisas sobre os bairros:

 
Tem um outro artigo do jornal Daily Telegraph que explica melhor esses estereótipos aqui.
 
Claro que essa é uma brincadeira, mas como toda brincadeira tem um fundo de verdade, dá pra extrair algum fundamento desses estereótipos.
 

Voltando aos bairros do norte, aí se incluem os seguintes council: North Sydney, Northern Beaches, Municipality of Mosman e Municipality of Lane Cove. Não vou falar sobre os Northern Suburbs porque é bem mais longe e eu não conheço nada de lá.

O council de North Sydney é o mais próximo da City, e engloba os bairros de North Sydney, Cremorne, Kirribili, Crowns Nest, Neutral Bay, St Leonards, dentre outros. Eu já morei em North Sydney e amava pela proximidade da City, facilidade de transporte (onibus e trem muito frequentes) e comércio, além de bem perto de pontos ótimos de bares de restaurantes. O único senão é o preço, que na verdade é a minha maior implicância com o norte de Sydney em geral: paga-se muito por imóveis pequenos e eu (opinião super pessoal) acho que não compensa.

O council de Northern Beaches fica mais ao norte de North Sydney, beirando a costa, e engloba bairros como Balgowlah, Brookvale, Curl Curl, Dee Why, Manly, Manly Vale, Mona Vale, Narrabeen, Palm Beach, dentre outros. Por ser uma área costeira, a maioria (se não todos) desses subúrbios são na praia ou bem pertinho dela. Virou uma área queridinha de brasileiros, a comunidade brasileira em Manly e Dee Why se duvidar já é tão grande quanto a de Bondi. Manly normalmente é um bairro mais voltado a estudantes, por ter várias escolas de idioma, excelente comércio, muitos restaurantes/bares (e consequentemente muitos empregos nessa área) e ser razoavelmente fácil de se deslocar pra City por ferry. Já Dee Why tem um perfil mais família com filhos pequenos, com muitas famílias brasileiras vivendo por lá. Pra mim entra no mesmo problema de North Sydney: é caro pro que oferece. Mas isso é uma opinião absolutamente pessoal, e muitas pessoas amam essa região de paixão e não trocam por nada.

A Municipality of Mosman engloba os bairros de Mosman, Balmoral, Clifton Gardens, entre outros, incluindo o Taronga Zoo (o mais famoso zoológico de Sydney). Quando eu morava por essa região norte, Balmoral era minha praia preferida, pequena, mar calmo, paisagem deslumbrante. Simpatizo muito com Mosman também, que tem ótimos restaurantes e lindos parques. Mas pra morar entra na mesma questão que falei acima: overpriced.

A Municipality of Lane Cove engloba os bairros de Lane Cove, uma parte de St Leonards, Greenwich, dentre outros. O perfil é bem parecido com o da Municipality of Mosman.

Eu não estou colocando fotos nos posts sobre os bairros porque são muitos bairros e o post ia ficar muito grande. Mas qualquer busca simples no Google por imagens já vai mostrar várias fotos. Outra dica é fazer o que o Thiago fez antes de virmos pra Sydney e entrar no Google maps no street view e ir percorrendo as ruas dos bairros que vc se interessar pra ter uma ideia de como é.

O Wikipedia também tem infos mais detalhadas sobre cada região de Sydney, como etnia, religião e background predominante em determinada área.


No próximo e último post vou falar sobre a região sul, onde escolhemos pra chamar de casa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Bairros de Sydney (parte II)

Continuando o post anterior, hoje vou falar das áreas a oeste do Sydney CBD. Mas antes de começar, quero mostrar um mapa que saiu ano passado no jornal aqui com uma média de preços por bairros seguindo a linha do trem. Eu particularmente sempre preferi morar num bairro que tenha acesso de trem porque eles são muito mais confiáveis em termos de frequência e tempo de viagem do que ônibus ou barcas. Quando eu morava em Rosebery (a 9km da City), demorava 40 minutos pra chegar no trabalho por conta do transito que o ônibus pegava, além de as vezes ficar séculos esperando um ônibus atrasado ou que quando passava não parava por estar muito cheio (aqui quando o ônibus atinge a lotação máxima permitida – que não chega nem perto do sardinha em lata que são os ônibus no Brasil – ele simplesmente não pára mais pra pegar passageiro e se pára o motorista não deixa mais ninguém entrar). Já agora eu moro a 30km da City e demoro os mesmos 40min pra chegar ao trabalho porque pego o trem, que nunca está lotado, raramente atrasa e vou sentada sempre.
 
Esses preços do mapa abaixo se referem ao aluguel de 1 quarto, e o valor é por semana:

 
Esse mapa foi criado pelo site Flatmates.com.au e eles mapearam também Melbourne e Brisbane além de Sydney. Essa reportagem do DailyMail explica melhor no contexto das 3 cidades.

Voltando aos bairros do oeste, pela lista de regiões vai englobar o Inner West, Canterbury-Bankstown, Greater Western Sydney and Western Sydney. O South West eu vou comentar um pouco quando falar da área sul. Como estou fazendo a análise por local council porque é mais especifico, vamos a eles.

O council Inner West é o mais próximo do CBD e engloba bairros como Balmain (bem posh e caro, consequentemente), Leichhardt (conhecido como o bairro italiano), St Peters, Stanmore, Enmore, Marrickville (todos os 4 parecidos, bairros mais antigos com bom comércio em volta. O Thiago tem um certo horror a essa área porque a maioria dos prédios são antigos e meio decadentes arquitetonicamente falando. Tem ainda Petersham – o bairro português, onde os brasileiros vão pra comprar produtos brasileiros e até mesmo comer nos vários e ótimos restaurantes portugueses com culinária semelhante a nossa. Eles sempre tem também festas portuguesas como o festival anual (falei dele nesse post aqui) onde sempre rolam quitutes brasileiros e itens da nossa cultura. A estrela dessa área porém, é sem dúvida Newtown, bairro culturalmente riquíssimo, com muitos bares/música/cinema e uma vida noturna fortíssima. É um bairro de estilo mais alternativo, onde vc vai ver as mais variadas tribos e culturas misturadas. Aliás, uma visita a esse bairro é parada obrigatória pra todos que vêm em Sydney a passeio.

Outro council de destaque é o City of Parramata que engloba vários bairros como o Olympic Park (já falei dele no blog nesse post aqui e nesse outro aqui) e o mais conhecido de todos: Parramata. Essa área do oeste é muito estilo ame ou odeie. Tem gente que ama morar lá, fala super bem, e muitos odeiam. Eu e Thiago estamos no time dos que odeiam. haha Meus motivos: é quente, nem tão barato assim (Parramata é um grande centro de comércio, se duvidar até maior que o CBD e com isso bem valorizado), e muitos dos grupos de imigrantes que foram morar lá não se adaptaram ao estilo de vida australiano e perpetuam os (maus) hábitos de seus países de origem. Então muitos desses subúrbios são sujos, a criminalidade é mais elevada, os problemas entre vizinhos (barulho, sujeira, etc) são mais frequentes e por aí vai. Eu não acho que seja uma questão do país de origem do imigrante em si (e odeio quando generalizam que isso é coisa de indiano/árabe/chinês, porque não é!), mas da mentalidade que se formou nessa área. Enfim, essa e a minha opinião e como eu disse tem quem ame o oeste.

Ainda no oeste tem o council de Strathfield que engloba os bairros de Strathfield, Belfield, Flemington, Greenacre e Homebush. Eu só conheço Strathfield e pra mim entra no mesmo balaio de bairros do oeste que não são a minha praia.
 
Por fim, tem o council de Canterbury-Bankstown que engloba bairros mais próximos do CBD como Beverly Hills, Earlwood, Picnic Point, Revesby e outros mais distantes como Canterbury e Bankstown. Eu até simpatizo com a área de Beverly Hills por exemplo (o Thiago não gosta), mas os mais afastados caem no meu desgosto como o oeste em geral.

Dizem que essa área do oeste é mais violenta, e olhando o mapa de crimes parece que sim dependendo do crime (fonte aqui):

Estupro

Furto

Homicidio

Agressão
 
Ainda assim, basta olhar o número de ocorrências no ano que dá pra ver que a criminalidade é extremamente baixa, nem se compara com as maiores cidades do Brasil.

Nos próximos posts falo sobre o norte e o sul de Sydney.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Bairros de Sydney (parte I)

Hoje eu estava respondendo um email sobre os melhores bairros pra se morar em Sydney e me dei conta que há séculos penso em escrever um post sobre isso e sempre adio. Mas é uma pergunta que sempre me fazem, o que eu compreendo porque quando se muda pra uma cidade desconhecida perdemos as referencias de melhores/piores bairros.

Só que essa discussão de melhor/pior bairro é muito, mais muito relativa. Afinal cada pessoa tem um estilo de vida, um histórico de vida e vem de cidades muito diversas do Brasil. Ainda tem a questão do objetivo da estadia em Sydney: é pra estudar? É pra viver de forma permanente? Tem filho pequeno? Vou tentar fazer um esboço geral das áreas mais conhecidas da cidade.

O Estado de New South Wales (NSW) é dividido em councils (prefeituras) e cada council engloba diversos suburbs (bairros). Esse mapa dá uma ideia geral da divisão em NSW como um todo e em Sydney especificamente (apesar que eu acho que alguns council estão desatualizados, como o de Rockdale que unificou com Botany Bay).

 
Uma forma mais abrangente de se dividir a Grande Sydney é por Regiões, usando como base o CBD (Central Business District), sendo elas:
  • Canterbury-Bankstown
  • Central Business District
  • Eastern Suburbs
  • Forest District
  • Greater Western Sydney
  • Hills District
  • Inner West
  • Macarthur
  • Northern Beaches
  • Northern Suburbs
  • North Shore
  • Southern Sydney
  • South-western Sydney
  • St George
  • Western Sydney
 
 
Vou falar usando como base a divisão dos councils e apenas de forma geral sobre as regiões que mais conheço (em negrito acima), sendo que info oficial só nos links que vou colocar, o resto é opinião minha apenas.

O mais famoso deles, claro, é o City ofSydney, que cobre a área central da cidade e engloba bairros famosos como Surry Hills, Sydney CBD, The Rocks. É uma das áreas mais valorizadas da cidade pela proximidade com o CBD. Nós já moramos naquela região, em Rosebery, eu gostava por um lado pela proximidade da City, mas foi ficando muito caro alugar um apto e achamos que não estava mais valendo a pena. Isso que Rosebery é um dos mais baratos da região, Surry Hills que é o bairro mais posh (chique) leva o quesito imóvel caro pra outro nível. rs Nesse council tem bairros com perfis diferentes entre si, como os alternativos (Glebe, Newtown), os posh (Paddington, Surry Hills, Elizabeth Bay), os modernos (Zetland, Waterloo), e ainda uma ovelha negra que é Redfern, que apesar de ser um subúrbio bem próximo do CBD é mais desvalorizado por causa de alguns conjuntos habitacionais que existem no bairro, muitos bares meio decadentes e que trazem muitos bêbados pras ruas, etc.

Outro council com área bem valorizada é o Woollahra que cobre Vaucluse, Bellevue Hill, Cooper Ward, Double Bay, Watsons Bay e Paddington, dentre outros. Igualmente caro, senão até mais porque tem algumas áreas com vista pra baía – caso de Vaucluse, Double Bay e Watsons Bay.
 
Outro queridinho é o Waverley Council que engloba o famoso bairro de Bondi, além de outros bairros queridinhos porserem a beira mar como Bronte, Clovelly, Tamarama e Waverley. Uma das áreas preferidas dos estudantes pra morar, pela proximidade da praia e enorme contingente de estudantes estrangeiros no local. Os preços de aluguel são caros e os imóveis antigos em sua maioria. Vc literalmente paga pela proximidade da praia, inúmeros bares e excelente comércio local, além de excelente acesso de transporte (incluindo trem que vai até Bondi Junction). Eu não moraria nessa região, particularmente, porque exatamente por ter um clima mais de festa e oba oba se torna uma área mais suja, com muita gente bêbada nas ruas a noite e tal. Uma exceção pra mim é Waverley, um bairro que sempre tive um xodó (e dizem que a escola pública da área é ótima), mas ainda assim acho que não vale a pena o preço que se paga pelo aluguel nessa região. Mas é o que eu falei no inicio do post: é tudo uma questão de opção de vida e tem quem prefira pagar mais por estar próximo do burburinho de Bondi e pertinho da City.

Ainda nos Eastern Suburbs tem o council de Randwick que engloba outras praias famosas como Coogee e Maroubra, além de uma praia que é o meu xodó – La Perouse. É até certo ponto uma área parecida com a de Bondi, tem praia perto, excelente comércio, bom acesso de onibus e imóveis um pouco mais em conta que Bondi, mas ainda caros pela proximidade com o CBD.
 
Hoje foi basicamente uma introdução, o CBD e os Eastern Suburbs. No próximo post continuo com as áreas sul, norte e oeste de Sydney.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Academia de ginástica

Eu sempre fui uma pessoa ativa (e volúvel, como vcs vão perceber com esse post. rs). Já fiz incontáveis tipos de atividades desde minha adolescência, dos mais variados tipos e intensidades: natação, vôlei, handball, corrida, acrobacia aérea, danças mil (bolero, fox trot, samba, frevo, dança portuguesa, dança espanhola, forro), yoga (vinyasa, iyengar, ashtanga, hatha). No Brasil me lembro de ter feito academia por pouco tempo porque nunca gostei do clima, no máximo fazia as aulas de aeróbica (alô lambaeróbica dos anos 90). Mas quando cheguei aqui na Austrália retomei a academia e peguei amor pela musculação (vai ver que é a idade chegando, musculação acaba virando uma necessidade).

Na minha primeira incursão em academia aqui em down under fiz um post em 2013 contandomeus micos. Hoje já estou bem mais entendida do assunto, mas continuo sem ser expert porque admito que não tenho saco nenhum de seguir esses marombeiros no Instagram, ou ler sobre o assunto. Também não faço dieta, não me preocupo se vou ficar musculosa, meu objetivo é mais ficar em forma e com o corpo minimamente definido. Por sorte eu não ganho peso tão fácil (tá, tudo bem que também não como muito e nem como porcaria – tirando o chocolate, meu vício mor) e ganho músculo fácil, então qualquer exercício feito de forma consistente por 3 meses já me leva ao meu objetivo.

Depois da academia que mencionei no post de 2013, mudei pro Shire e me matriculei no Sutherland Leisure Centre, que é um clube com academia e 3 piscinas enormes. Lá era ótimo também, e com esquema parecido com a outra academia: pagava uns $80 por mês e tinha direito aos equipamentos de musculação, aulas de aeróbica e piscinas. Eu nunca conseguia chegar a tempo das aulas por conta do trabalho, mas ia sempre malhar e corria na hora do almoço no trabalho. Assim como na outra academia lá tinha uma consulta inicial com um treinador da academia que durava 1 hora e onde ele fazia toda a avaliação inicial, me mediu, fez teste de capacidade fitness na esteira, e elaborou um programa de musculação com base no que eu queria.
Uns meses depois de ter começado nessa academia engravidei do Lucas e tive que parar tudo. Durante a gravidez toda fiz yoga e foi maravilhoso! Super recomendo yoga na gravidez, comecei com umas 11 semanas e fui até a última semana de gravidez fazendo aula 1 vez por semana com uma professora sensacional que encontrei no Shire. Me relaxava, alongava, curou a crise de dor nas costas que tive no meio da gravidez, enfim, super recomendo.

Depois que o Lucas nasceu passei o primeiro ano meio por conta dele, a amamentação atrapalhava de eu sair sozinha, enfim, não fiz exercício nenhum. Logo que ele completou 1 ano voltei pra academia, mas em seguida tive a infecção renal que me fez ficar 1 semana internada no hospital seguido de mais 1 mês de antibióticos. Esses antibióticos destruíram minha imunidade, e passei os 4 meses seguintes muito mal, emendando gripes, sem forças pra malhar, irritada, vivia cansada. Fui numa naturopata que me curou, mas chegamos a conclusão que eu estava exausta demais pra fazer academia então retomei a yoga. Assim segui até ir pro Brasil em Setembro passado, e quando voltei mais uns problemas de saúde no fim do ano me mantiveram longe dos exercícios.

Com a chegada de 2017, era hora de voltar ao ritmo de exercícios! Dessa vez optei por não retomar a academia do clube e sim me matricular na Crunch, famosa rede de academias aqui em Sydney, principalmente por causa do preço e por abrir até mais tarde. A Crunch funciona assim: vc paga $8.95 por semana para ter direito aos equipamentos de musculação apenas ou $12.95 por semana pra ter direito aos aparelhos + aulas + acesso a todas as academias em Sydney. Detalhe que com esse valor de $12.95 vc ainda pode levar um amigo de graça todas as vezes que for na academia! Ah, e não tem taxa de matricula e nem contrato, vc paga mês a mês. Imbatível o preço, né? Detalhe que o meu escritório recentemente passou a reembolsar $40 de academia por mês (além dos $110 de plano de saúde que eles já reembolsavam), então no fim vou pagar apenas pouco mais de $10 por mês de academia. Não tem desculpa pra não malhar!

Claro que o fato de ser tão barata tem alguns pontos ruins, e o principal deles é que não tem a avaliação inicial que fiz nas outras academias, não te dão um programa de malhação, e nem tem instrutor pra tirar dúvida nos aparelhos. Se vc quiser esses serviços tem que contratar um personal trainer. Eu acabei contratando um apenas por 2 sessões pra ele montar um programa, e como fiz com uma amiga ele me cobrou $60 por 2 sessões. Achei bem razoável e daqui a uns meses pago mais umas sessões para fazer uma reavaliação das minhas metas.
Depois de ter o Lucas tenho um sério problema pra malhar: falta de tempo. Não consigo ir de manha pois acordo as 6am e é uma correria pra arrumar as nossas coisas e do Lucas, fazer meu green smoothie e o café do Lucas e sair de casa as 7am pra levar ele na creche. Chego no trabalho pouco antes das 9am e saio as 5:30, assim a hora do almoço e a noite é o único tempo que tenho pra malhar. Na hora do almoço eu costumo correr em Circular Quay, mas com esse verão absurdamente quente que tem feito está inviável porque o sol fica um maçarico e com o clima seco é sufocante correr. O bom é que a minha mensalidade da Crunch dá acesso a outras academias da rede, então pros dias quentes vou na academia da City malhar. Aí a noite vou na Crunch do Shire, mas só consigo ir 2x por semana porque tenho que revezar as noites com o Thiago, já que ele tem futebol nas quartas e teoricamente diz que quer nadar um outro dia (digo teoricamente porque ele é daqueles que sempre procrastinam fazer exercício, nem parece o mesmo de quando o conheci que malhava, escalava, etc). Nos dias que estou sozinha com o Lucas já pensei em ir malhar porque na academia tem uma “creche”, mas confesso que fico com dó de deixar o Lucas lá porque é só um cercadinho micro com alguns brinquedos, e é aberto então ele vai me ver circulando pela academia e chorar horrores. Não consigo deixar ele chorando então estou adiando testar essa opção. Já nos fins de semana é o único momento que temos de fazer programas em família e nós 3 saímos bastante, e o Lucas está numa fase tão gostosa que me dá dó trocar esses momentos pela academia. Ou seja, só me restam os dias que trabalho na hora do almoço e a noite. No fim são 5 idas a academia por semana, então acho que não está tão ruim.

Comecei tem 2 semanas e já sinto uma mudança incrível! Meu nível de energia aumentou, não sinto mais o cansaço eterno que me consumia, estou dormindo super bem (antes mesmo nas noites que o Lucas dormia a noite toda eu acordava várias vezes, 5:50 já tava de pé com insonia, uó) e minha tara por chocolate também diminuiu (eu estava comendo quantidades absurdas diariamente, agora já estou reduzindo pro mínimo). Ainda falta ajustar minha alimentação pois apesar de eu comer bem no café e almoço, a noite é uma desgraça por pura falta de tempo. Com a rotina de dar jantar, banho e colocar o Lucas pra dormir cedo, muitas vezes fico do almoço até 8:30 da noite sem comer. Tenho que planejar umas refeições mais saudáveis pra noite. 
Só espero que dessa vez com meu novo aliado Fitbit o retorno a academia não seja só um daqueles projetos de ano novo que não duram até março. rs

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Jamberoo Water Park

No fim de semana que passou, aproveitando a onda de calor surreal que tem feito esse ano, fomos no Jamberoo, um parque aquático aqui em Sydney. Eu sou meio ressabiada com parque aquático porque nunca curti muito. Se não me falha a memória (e ela sempre falha, impressionante!) só fui nos parques do Wet ‘n Wild até hoje – uma vez (ou duas) no Rio, uma em Cancun, e uma em Sydney. Na de Sydney eu até fiz um post bem rabugento contando da experiencia aqui.

Aliás eu reli o meu post sobre o Wet ‘n Wild e o mais engraçado foi a parte que eu ficava espantada com os trajes da galera, as mulheres com biquíni grande e blusa ou maiô, os homens todos de bermuda, as crianças cobertas com roupas inteiras e chapéu estilo Chaves. E advinha como eu, Thiago e Lucas nos vestimos agora? hahahaha Ser mãe é mesmo cuspir pra cima, como mudamos a forma de pensar e agir! Primeiro que meus biquínis micro estilo brasileiro foram aposentados há tempos, porque convenhamos que um biquíni micro não combina com os quilinhos a mais que a maternidade traz ou com o fato de eu estar sempre correndo atrás do Lucas. Fora que usar biquíni de lacinho e cortininha com criança pequena é pedir pra ficar pelada na piscina/praia, porque óbvio que em algum momento a criança vai puxar ainda que involuntariamente. Então faz tempo que eu adotei o biquíni grande na parte de baixo e um top na parte de cima quando vou na piscine, principalmente se estou sozinha com o Lucas. Recentemente ainda adotei o maiô na piscina, bem mais prático. Na praia coloco uma parte de cima menor pra não fazer uma marca bizarra, mas evito os cortininha muito pequenos ou tomara que caia (esse último por motivos óbvios). O Thiago, por sua vez, aboliu a sunga na piscina porque absolutamente nenhum homem usa sunga aqui na piscina. rs Na praia ele ainda usa, apesar de poucos homens aqui usarem. Já o Lucas, assim como a grande maioria das crianças aqui, usa sempre uma roupa de praia com fator de proteção 50 que cobre pelo menos metade dos braços e metade das pernas + um chapéu estilo Chaves que cobre orelha e pescoço. Isso porque o sol na Austrália é um maçarico por conta do buraco na camada de ozónio bem em cima do país, e a incidência de câncer de pele é uma das maiores (se não a maior) no mundo. Então todo cuidado é pouco com as crianças, tanto que nas creches tem geralmente a regra de que as crianças tem que ir de blusa cobrindo os ombros, usar protetor solar e chapéu de aba larga sempre que forem brincar na parte externa.

Enfim, voltando ao Jamberoo. Eu continuo tento um nojo mortal de piscinas, mas com o Lucas não me restou alternativa senão encará-las, principalmente porque em dias muito quentes nem pra praia dá pra ir, então só me resta levar o Lucas na piscina coberta do clube. Daí resolvi encarar um parque aquático mais uma vez, apesar do meu receio do Lucas ainda ser muito novo pra curtir. Ledo engano! Ficamos quase 8 hrs dentro do parque e o Lucas curtiu cada minuto!
 
Começando do começo: o Jamberoo fica a 20 minutos de Wollongong, ao sul de Sydney. Como eu moro no Shire, são 1hr de carro pra lá. Do centro de Sydney deve dar em torno de 1hr40min a 2hrs. Saímos de casa bem cedo pra chegar na hora que o parque abre, 10am. Curiosidade na estrada: como tem trechos de subida/descida, a velocidade máxima era 80km/h para carros e 40km/h para caminhões e ônibus. Onde que no Brasil vc vai ver caminhão andando a 40km/h em estrada??? Ah, a Austrália que não cansa de me surpreender…

 
Chegamos lá as 10:10am e já estava lotado! O estacionamento bombava e eu comecei a ficar tensa imaginando o perrengue que íamos passar. Como tínhamos comprado o ingresso pela internet (custa $65 para adulto e $55 para criança maior de 3 anos), entramos direto sem fila, apenas com uma rápida parada na entrada pros seguranças revistarem as bolsas (mal e porcamente, diga-se de passagem). Um segurança me perguntou a idade do Lucas, mas não pediu nenhum comprovante. Como ele tem 2 anos, não pagou ingresso.

Uma vez lá dentro tentamos colocar as tralhas num armário (que custam $10 pelo dia) mas os que tinham logo na entrada já estavam lotados. Acabou que nem tentamos achar outro porque estávamos com o carrinho mesmo (já que o Lucas ainda tira soneca na hora do almoço) e deixamos as tralhas no carrinho perto das piscinas que íamos.
 
Uma coisa que logo de cara me surpreendeu no parque é a quantidade de verde, com árvores, grama (e moscas) por todo lado. Muito diferente do deserto de concreto do Wet ‘n Wild. Dá pra ver pelo mapa do parque:


 
Logo na entrada fica uma praia artificial, que tem uma parte com toldo pras crianças pequenas, com escorregas pequenos e piscina rasa. O Lucas já amou de cara (a cara emburrada é porque ele não curte foto, mas amou essa piscina):



 

De lá fomos pro Banjo Billabong que tem um enorme water play, com escorregas e tal. Infelizmente a altura mínima pra essa atração é 1 metro, então o Lucas não pode entrar. Essas as fotos dessa atração:


 
Daí fomos pro Mushroom Pool, que é uma piscina só pra toddlers (crianças menores de 3 anos basicamente, mas até 5 anos podia entrar). Lá tinha um escorrega só pra crianças menores de 5 anos que adultos não podiam ir. Eu fiquei tensa do Lucas ir sozinho, mas claro que meu pequeno corajoso quis ir e foi bem tranquilo. Foto abaixo:


 
Logo ali do lado tinha outra piscina pequena pra toddlers com vários escorregas e ao lado um tronco de equilíbrio pra crianças maiores (e adultos), que óbvio que o destemido do meu filho quis ir e colocou muito adulto no chinelo andando e se equilibrando direitinho no tronco.
 

Nessa hora já era meio dia e colocamos o Lucas pra dormir e fomos comer. Tinha bastante fila pra comprar comida, mas foi razoavelmente rápido. Isso foi outra coisa que gostei do parque: apesar de lotado era bem espaçado então sempre tinha lugar pra sentar, comer, descansar. A comida foi razoável, não dá pra esperar muito de um parque assim. Eu comi um fish & chips e o Thiago um hambúrguer (o meu estava bom, o do Thiago era bem ruinzinho). Tinha ainda cachorro-quente, pipoca, sorvete, essas porcarias normais de parque. Eu levei comida tipo lanche pro Lucas (fruta, cracker), e planejava dividir meu fish & chips com ele, mas ele fez greve de fome e comeu muito pouco o dia todo, o que ocorre normalmente em dias muito quentes. Depois de meros 40min dormindo, o danadinho acordou com a corda toda e rumamos pra Billabong Beach, que é uma outra praia artificial mas essa exclusivamente pra crianças menores de 5 anos. O Lucas simplesmente se acabou por lá pelas próximas 4 horas! O único senão foi o grande escorrega que tinha lá que não me deixaram ir com ele (tinha uma regra de que adultos não podiam subir na plataforma) e o Lucas até poderia ir sozinho, se subisse autonomamente. Eu não queria deixar porque ele é muito pequeno e o negócio é imenso, mas claro que ele é louco destemido e quis ir mesmo assim. Deixei, mas no meio da escada veio um jato d’água do alto que assustou ele (ele ama piscina mas odeia água na cara, vai entender…) e fez ele dar meia volta e descer e nunca mais tentar subir aquele brinquedo. Achei perfeito! Haha Tirando esse escorrega alto tinham vários outros escorregas menores, animais gigantes esguichando água e até uma mini caverna com desenhos dentro que o Lucas absolutamente amou! Vejam as fotos:



 
Esses eram basicamente os brinquedos pra crianças, além do Rapid River que é aqueles rios de correnteza que dava pra criança ir desde que acompanhada por um adulto. Detalhe que eu fui nesse rio sozinha com o Lucas e foi um desastre total porque era fundo pra mim (tipo acima da minha cintura) e eu não conseguia nem por um decreto entrar na bóia, no meio da correnteza, carregando o Lucas no colo. Uma amiga me ajudou a entrar, o que eu só consegui com ela segurando minha bóia e eu colocando o Lucas sentado na borda, mas acho que pela minha falta de jeito ele ficou com medo e não curtiu muito. Pra terminar, achando que a saída seria mais fácil, pulei da bóia com ele no colo e afundamos os 2 no rio. Coitada da criança, tomou um caldo da mãe desnaturada. haha Pelo menos foi um caldo de leve, melhor que o Thiago que foi levar o Lucas no mesmo rio, também sozinho, e tomou um caldo homérico pra entrar na bóia, daqueles de ficar debaixo d’água sem conseguir subir (ele Thiago, não o Lucas, porque como bom pai ele conseguiu elevar o Lucas acima da água). Segundo o Thiago o caldo foi tão feio que ele achou que os salva-vidas viriam resgatá-lo. haha Daí vcs vêem de onde o Lucas tirou essa alma corajosa e destemida, de 2 pais loucos. haha
 
Pra não dizer que não aproveitamos brinquedos de adulto, decidimos nos revezar com o Lucas nessa piscina-praia e fomos em alguns outros brinquedos. Eu fui no Perfect Storm, que é um tubo imenso e fechado com água dentro, simulando um rafting radical que vc desce de bóia com até mais 3 pessoas. Foi absolutamente sensacional! Já o Thiago foi no Funnel Web, que é parecido com o que eu fui, mas menos rápido. Como estava muito cheio e as filas enormes (eu levei quase 1hr pra ir no Storm!), não conseguimos ir em outros brinquedos, apenas no The Rock que é uma pedra de 5 metros de altura que vc pula pra uma piscina. Digamos que a pedra é mais alta do que parece e depois do salto rolou um: “merdaaaaa, é muito mais alto do que pareciiaaaaaa….” e uma engolição de água básica ao cair na piscina. haha

Saímos de lá com o parque fechando, absolutamente destruídos mas valeu tanto a pena que já penso em voltar lá em breve, assim que eu recuperar minhas energias, porque a sanidade eu pareço que não tenho mesmo pra me meter nessas maratonas. haha
 
 
P.S.: Detalhe pras nossas roupitchas nas fotos. O Lucas coberto dos pés a cabeça (a bóia eu coloco quando quero um pouco de paz, porque sem ela eu não posso piscar que o danadinho se joga de cara na água. E essa boia tipo colete foi a unica boia que ele aceitou colocar, aquelas de braço ele não deixa colocar nem a força) e eu e Thiago de camisa. Essas camisas foram fundamentais porque afinal passamos 8hrs debaixo do sol maçarico australiano. Além disso repassei protetor solar fator 50 em mim e no Lucas a cada 1hora, e com isso saímos de lá ilesos sem queimaduras ou pele ardida.